sábado, 14 de novembro de 2009

filmes que poderia fazer

penso se poderia fazer um filme de amor. [?]

seria necessário saber o que é isso para se expressar isso?

seria a busca o próprio filme?

um filme feito com amor é um filme de amor?

**

não sei qual o maior filme de amor que conheço. ..

**

Ah... se o amor fosse fácil! ...

mas como coisa rara, fico perguntando:
posso?

3 comentários:

Tom Butcher Cury disse...

Pode. Já é tempo de largarmos o desamor. Cansou. Não leva a filmes, arrasta-os.

Mas para fazer um filme de amor, será preciso buscar o significado? Não bastaria apontar a câmera para as coisas que amamos? Não seria o amor um verbo tão vivo que querer sabê-lo por inteiro seria querer diminuí-lo?

Filmes de amor, filmes com amor...

Annie Hall, Beleza Roubada, Cabíria...

Pode. Basta amar.

cauê laratta vasconcelos disse...

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Filme que não idealiza o Amor. Não banaliza o Amor. Trata-o com a realidade de algo que morre, mas que é infinitamente belo em seu esplendor. E eterniza o esplendor na memória (perdida para os personagens, eterna para o espectador), para todo o sempre.

rafael nantes, elrafanantes@gmail.com disse...

Após o travelling de Kapô me pergunto se não seria abjeto (que o dicionário diz sinônimo de "vilaneza") também a maioria das aproximações representativas d"o que é o amor".
Não estaríamos também fadados à mesma inexatidão da morte nesse "apontar a câmera"? Creio que não basta apontá-la, pois isso cria clichês mecânicos e inexpressivos, coerentes com o olhar da câmera e não de gente explosiva.
Mas por que fugir do desamor com esse medo de contaminação? Se uma coisa exclui a outra não estamos mais falando do mundo real.