penso se poderia fazer um filme de amor. [?]
seria necessário saber o que é isso para se expressar isso?
seria a busca o próprio filme?
um filme feito com amor é um filme de amor?
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não sei qual o maior filme de amor que conheço. ..
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Ah... se o amor fosse fácil! ...
mas como coisa rara, fico perguntando:
posso?
sábado, 14 de novembro de 2009
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3 comentários:
Pode. Já é tempo de largarmos o desamor. Cansou. Não leva a filmes, arrasta-os.
Mas para fazer um filme de amor, será preciso buscar o significado? Não bastaria apontar a câmera para as coisas que amamos? Não seria o amor um verbo tão vivo que querer sabê-lo por inteiro seria querer diminuí-lo?
Filmes de amor, filmes com amor...
Annie Hall, Beleza Roubada, Cabíria...
Pode. Basta amar.
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Filme que não idealiza o Amor. Não banaliza o Amor. Trata-o com a realidade de algo que morre, mas que é infinitamente belo em seu esplendor. E eterniza o esplendor na memória (perdida para os personagens, eterna para o espectador), para todo o sempre.
Após o travelling de Kapô me pergunto se não seria abjeto (que o dicionário diz sinônimo de "vilaneza") também a maioria das aproximações representativas d"o que é o amor".
Não estaríamos também fadados à mesma inexatidão da morte nesse "apontar a câmera"? Creio que não basta apontá-la, pois isso cria clichês mecânicos e inexpressivos, coerentes com o olhar da câmera e não de gente explosiva.
Mas por que fugir do desamor com esse medo de contaminação? Se uma coisa exclui a outra não estamos mais falando do mundo real.
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