segunda-feira, 31 de maio de 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Alimento


Comprado. Num ímpeto consumista.
Fnac da Pedroso de Morais. Junto à Praça Maria José: um curioso quadrilátero de concreto com nome de mulher-homem.

Região agradável.
Com vários sebos: num manifesto frustrado à Estante Virtual.
Passeei.
Levei Sganzerla empoeirado.

Duma página ao acaso, transcrevo:

Zaratustra: é preciso ver seu Deus de longe. Somente assim ele se mostra sob um aspecto favorável. Por isso, o diabo mantém-se distante de Deus, pois é amigo da boa aparência.

*
Risadas.
Sejamos diabos, pois!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

IRASHAI 02

Aqui, para mim, o tempo assemelha-se a um rolo compressor. Pois trabalhar uma média de 14 horas por dia, e ter de tempo fora da fábrica, uma hora ao acordar, e um pouco mais de uma antes de dormir, faz com que você perca o senso cronológico da existência. Sabe meu amigo, tudo isso tem sido muito árduo, e as preocupações aumentaram tanto, que meu único consolo é pensar no futuro, num futuro que construo com doses de precisão dentro da minha imaginação, e por ele fico a sonhar, enquanto realizo o enfadonho serviço fabril.

IRASHAI 01

Sobre o serviço, trabalhei uns dois meses na Canon, onde se fabrica copiadoras; mas como meus pais estavam para vir também, mudei-me com as minhas irmãs para o mesmo local onde anteriormente já me encontrava. Tendo fins definidos e metas traçadas, trabalho uma média de 14 horas, sim parece loucura, mas há casos em que a vida resume-se em trabalhar, trabalhar para ganhar dinheiro, e ter dinheiro para.... bem. A solução por vezes é resignar-se.
Tenho planejado minha ida para a Austrália, acho que ficarei por lá uns quatro meses, mas também estou preocupado com o vestibular no fim do ano, não sei se fazendo um intensivão de meio ano serei capaz de entrar no curso que desejo. Hei de decidir. Prioridades...

domingo, 16 de maio de 2010

pegar com as mãos : sentir com os pés

Contrafluxo, caetanizando na São João X Ipiranga. Discutindo a filosofia das pontas dos pés.

Esbarrões. Olhar o rosto das pessoas. A embriagez, os casais, os grupos, a alegria, os passos.
Inapreensível.

Quanta clareza!
Intenções flagradas numa intuição repentina. Forças... desconhecidas : conhecidas.

Fragmentos de uma noite tão vasta quanto o concreto paulistano. Noite que se estende e preenche as ruas do centro, quietude e pertubação ao meu peito. Como numa série de fotografias que captam instantes; momentos das infinitas historietas que se desdobram ante meus olhos, frente aos meus dedos.

Aprendendo com o acaso.
Aceitando o caos.
Mergulhando na multidão.
Despudorando.
Sambando.

A praça é do povo, enquanto o céu é da escuridão.
Amanheceu.