Noite estrangeira. Noite em que se muda a vida assim, com perdas.
É frio.
O peito comprime um coração inexato; que se ao lado esquerdo se encontra, sofre.
A ideia da ausência eterna é estranha. Não a conheço mais. Perdi-a. Pronto. Todas as suas futuras experiências apartaram-se de mim. Padeço por aquilo que ainda sequer possuí.
Ela vai sobreviver. Eu também. Amanhã talvez ainda sofra. Como essas coisas são assim mesmo.
Aí, como é natural, terá uma história. A mais fantástica história de todas, por ser dela. Quem sabe terá o Raulzito, menino esperto.
Sua vida, assim, será estranhamente paralela à minha: alheia. História das infinitas histórias.
Hoje aqui eu mesmo sofro de um mal que não tem cura. Mal inevitável. Não o procurei?
Não sei. O sofrimento é o mesmo. E continua.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
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3 comentários:
Isto foi escrito no dia 30-07-2006?
Sabe o que eu estivesse pensando?!
Você fala de histórias alheias, histórias paralelas, etc., e esquece das suas próprias histórias.
Se histórias alheias surgem novamente e novamente, as suas também surgem, uma hora ou outra.
sim,
é um tipo de piada interna de montadores. É como alguns nomeiam seus cortes.
Seus arquivos...
*
Falo de mim pelos outros.
Ou,
talvez,
seja um pouco de falsidade literária.
Curioso...
oÔ
.
Ah, corrigindo o "estivesse", que era pra ser "estive".
.
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