sábado, 20 de setembro de 2008

amor protocolado

Havia o ritual e sabia muito bem disso. Ritual funesto porém necessário. Por que essa série de etapas de beijos abraços toques nus e fluídos? Descartes deveria ter a sua dose de culpa, julgava. Ou era algo próprio da natureza, com todas as suas artimanhas, nos fazendo de tolos... Julgava mil hipóteses, todas elas infundadas.

Era hoje o dia de estabelecer novas bases. Dia de derrubar barreiras, de limpar a terra e plantar algo novo; sob o ímpeto subterrâneo da angústia.

2 comentários:

Flor disse...

http://brisaehumafada.blogspot.com/2008/08/lavourarcaica.html

que produção,
que sensação!

...
foi exatamente a partir do filme, que cheguei ao livro.

rafael nantes disse...

Cortou as mãos, foi? Escreva.