quarta-feira, 25 de junho de 2008

breve solilóquio paulistano



Frame do filme São Paulo SA - Luis Sérgio Person - 1965


A companhia me concede calma na metrópole do anonimato.

Estar sozinho é estar com todos; com todas as pessoas, indistintamente.

Buscar um papo, percorrendo a mata obscura dos assuntos comuns; ser outro, atuar como outro; envergonhar-me; olhar nos olhos com um sorriso frouxo nos lábios; buscar um livro de desatenta leitura; prender-me aos fones de uma sinfonia particular: a trilha sonora da mais pública solidão.

2 comentários:

rayuela disse...

e pior se somado ao desconhecimento dos corredores cotidianos.

"uma solidão absurda, entretantos", escrebi há um ou dois anos atrás. Esse seu escrito me reavivou a memória...

Passar bem, Marvin! =)

Flor disse...

Uma visita breve, para ler-te!

E gostei do que li, no gosto do café.

=]

[Tamira.]